Esboço de Idéias


Sentir...by Leon

Especular sobre os devaneios das outras pessoas sempre vai te fazer pequeno.
Pensar, simples e involuntariamente, já esmaga muito do que você acredita, criando outras certezas que serão esmagadas um pouco depois. É difícil acreditar em algo que exponha o que você realmente é.
É difícil, impossível, ser uma coisa só. Talvez por isso algumas pessoas falem pouco, valorizando o poder do silêncio. Talvez por isso algumas pessoas falem e riam tanto, mostrando a coragem que querem mostrar que tem, de ser... seja lá o que for. Mentimos pra nós mesmos, muitas vezes, só para nos convencermos de que somos tal coisa, de que nunca mudamos ou de que agora somos totalmente diferentes.
A verdade é que a nossa existência depende essencialmente da existência dos outros.
Nós somos tudo o que vimos, tudo do que gostamos, tudo o que fizemos e que normalmente não faríamos.
Nós somos aquele calafrio que se sente por alguém com quem você nunca conversou e que nem faz seu tipo, aquela alegria que vem sem explicação, durante o dia mais sem graça, o envolvimento com as personagens de um livro. Ser é como amar, como ter esperança, essas coisas que não dão pra tocar e das quais a gente vive apanhando.



Escrito por Má às 21h53
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Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Aqui, deposta enfim a minha imagem,
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem.
No interior das coisas canto nua.

Aqui livre sou eu — eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos
Aqui sou eu em tudo quanto amei.

Não pelo meu ser que só atravessei,
Não pelo meu rumor que só perdi,
Não pelos incertos atos que vivi,

Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.



Escrito por Má às 20h30
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Meia idade...

 

"O período da nossa vida a que se costuma dar o nome genérico de meia-idade é, para todos nós, um período mais ou menos crítico, durante o qual somos convidados ou obrigados a prepararmo-nos para descobrir o nosso verdadeiro nome. Aquele que existe - talvez soterrado - atrás de todos os outros que temos.
Por volta dos 40, 50 anos - um pouco antes ou um pouco depois, dependendo do trabalho que já tivermos feito -, temos de decidir o que queremos fazer da segunda metade da nossa vida.
A opção mais fácil é virar as costas a nós mesmos e deixar que sejam os acontecimentos exteriores a orientar-nos. (...) A outra opção - e essa exige todo um empenho - é a de ousarmos participar conscientemente no nascimento de nós próprios. O que implica uma reavaliação profunda de estruturas em que estamos integrados, atitudes e comportamentos a que nos habituamos e que, apenas por isso, nos dão uma ilusão de segurança e conforto."



Escrito por Má às 22h28
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Erros...

 

Não somos anjos em vôo vindo do céu/ somos pessoas comuns.

Erramos quase continuamente, mas sempre esperamos não causar tanto mal

Mas quantas vezes a gente caí?

As vezes basta somente um sorriso para quebrar um inverno de gelo

e recomeçar do zero.



Escrito por Má às 21h42
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