" Traços, destinos, caminhos, refaço o que faço, leve constatação que tudo se encaixa, a caixa, nostalgia em forma de fúria, onde os laços se formam com finas linhas que se tornam aço.
O olhar onde o laço que faço se prende, me prende, como é possível se perder quando se acha, traços finos de um desenho recém criado, animado, esculpido com tal perfeição da imperfeição da “Vénus de Milo” sem o mármore frio.
Onde cada olhar é uma pincelada em rocha firme, tentando mudar o imudável, alterar o inalterável.
Lembro de cada segundo, relembro de cada momento, remendo cada sentimento, sentido para tudo e nada.
Os traços que faço são linhas, tortas, sempre tortas, nunca a procura de uma reta, nem da perfeição, sempre a procura do seu começo, mesmo que esse seja o fim, onde eu morri um pouco, o pouco que faltava para eu renascer."
"Quando se sabe se está sonhando ou se tudo é real?
Quando a verdade dói ou quando se sente uma inútil diante de uma situação que não se pode fazer nada?
Minha Realidade realmente é torta."